Tecnologia Musical do Século Dezenove

A exposição A Arte na Mecânica do Movimento terminará no próximo dia 30 de julho de 2011.  A exposição mostra caixas de música, gramofones e autômatos produzidos na cidade de Sainte-Croix na Suíça, desde o século dezenove até os dias de hoje.  A exposição é grande e eu vou comentar alguns pontos específicos.  Hoje, música.  Para quem nunca viu uma caixa de música de perto, ela possui um mecanismo de relojoaria que gira um cilindro com pinos.  Esses pinos acionam as notas musicais em pequenas lingüetas de bronze ou algum outro mecanismo mais complexo para outros tipos de som como tambores, por exemplo.   As caixas de música por cilindro eram patenteadas, assim foram desenvolvidos dispositivos utilizando discos.

Gramofone Dual
Esse gramofone toca discos normais (normais para um gramofone) de bakelite.  Retirando o suporte de madeira coberto de feltro (aonde vai o disco) podemos colocar discos de metal que acionam as palhetas de bronze na parte inferior.  Dessa maneira. Esse aparelho funciona como caixa de música ou como gramofone.   Uma versão do século retrasado de Media Player!  Reproduz tanto música digital dos discos metálicos, como música analógica dos discos de gramofone.




Gramofone duplo

A primeira vez que vi esse gramofone imaginei que era uma dispositivo estereofônico,  mas não é, é algo muito mais interessante.  Nesse aparelho, as duas agulhas são colocadas no mesmo sulco, próximas uma da outra.  Isso resulta em duas coisas: Primeiro o som fica mais alto, já que duas cornetas acústicas estão sendo usadas.  E segundo, um pequeno atraso no sinal sonoro causado pelo fato das agulhas estarem em posições próximas no sulco, produz um efeito de “ambientação”.  Ou seja, esse gramofone possui um tipo de sistema surround!
A foto não faz justiça a essa máquina, vale a pena ver pessoalmente.  Ela é bem grande, fica perfeita no deck de um dirigível ou em um laboratório no porão de um castelo.

 

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Capas de Livros de Julio Verne

From the Earth to the Moon

Capa da edição em inglês do livro "Da Terra à Lua"

O escritor Julio Verne é um dos pais da ficção científica e do Steampunk.  Pesquisando tipografia para um jogo de tabuleiro que estou desenvolvendo
achei algumas capas de edições antigas de seus livros.  A mais bonita, na minha opinião, é a de uma edição em inglês do livro “Da Terra à Lua” (viagem à lua).
A Capa é toda em relevo, em preto azul e prata.  O titulo é desenhado à mão com letras muito peculiares.  Seria essa tipografia o que no século 19 seria considerado futurista?  Não tenho certeza, mas sem dúvida essa capa tem características retro-futuristas.  O título na diagonal da capa é uma escolha audaciosa, mesmo para os dias atuais. E a palavra moon (lua) tem uma configuração de serifes bastante peculiar.




Tour du Monde

Capa da edição francesa de Volta ao Mundo em 80 dias

Robur

Capa da edição francesa de Robur - O Conquistador

As capas das edições francesas de “Volta ao Mundo em 80 dias” e “Robur – o conquistador” são mais tradicionais.  Muito bonitas e repletas de filigranas e outros elementos
decorativos, próprios da estética da época

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